segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Biomet 3i


Dr.Ricardo Lindemberg ao lado Dr.Luiz Narciso Baratiere um dos maiores nomes da estética odontologica no mundo.


Dr.Ricardo Lindemberg ao lado do Dr. Hugo Nary Filho

Obesidade e Doença Periodontal

A obesidade como fator de risco para as Doenças Periodontais

Estudos epidemiológicos tem demonstrado a associação da obesidade, determinada por índice de massa corpórea ou por medidas de circunferência, com a periodontite. Acrescenta-se ainda que a obesidade e sua relação com a doença periodontal vêm recebendo grande atenção na periodontia. Trabalhos consideram que a plausibilidade biológica para essa associação está no papel das citocinas pró-inflamatórias e fator de necrose tumoral produzidos pelos tecidos adiposos em indivíduos obesos. Esses estão relacionados ao desenvolvimento da resistência à insulina e à produção de um estado inflamatório crônico.
 O biofilme dental bacteriano como seu fator etiológico primário que aumenta o risco à doença periodontal. Do ponto de vista clínico, estudos demonstraram a perda de inserção como identificação de experiência anterior de doença periodontal em pacientes obesos, sendo o parâmetro mais adequado para determinar a associação entre as doenças. Outro aspecto importante é a existência de associação entre obesidade e periodontite, que pode ser explicada por razões comportamentais relacionadas a ambas. Assim, indivíduos que adotam um comportamento inadequado em relação à saúde podem apresentar, com maior freqüência, as duas condições. Isto pode ser explicado porque essas pessoas não dão a devida importância a aspectos relacionados com estilo de vida saudável, tais como alimentação adequada, atividade física e cuidados com a saúde geral e bucal, assim como o estresse .
A periodontite pode ser exacerbada por algumas condições associadas à obesidade como a síndrome metabólica. Entretanto, há uma correlação positiva entre obesidadee doença periodontal .

Dr.Ricardo Lindemberg
Pós-Graduado em Cirurgia Oral
Especialista em Implntes Dentários
Graduando de Medicina

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Cáries e inflamação Gengival provocam doenças no Coração


* Dr. Ricardo Lindemberg

A boca é uma cavidade que integra o sintema digetório, sendo impossível dissocia-la do resto do corpo humano. Asssim torna-se fundamental entender a integração da boca e seus principais orgãos (dentes) com o restante do corpo humano. Existe uma associação direta entre diversas doenças sistêmicas, ou seja, doença que acomete outros orgãos e tecidos que possuem repercussões diretas na cavidade oral. Assim como o inversso também é verdadeiro, pois a cavidade oral e suas principais doenças como cárie e doença periodontal (gengivites) contribuem sobremaneira para o aparecimento e o agravamento de doenças sistêmicas, tendo como principal destaque o diabetes, doenças coronarianas, endocardite infecciosa, entre outras.

As doenças cardiovasculares persistem como a maior causa de morte em todo o mundo. Vários estudos epidemiológicos demonstram que fumo, concentração sérica de colesterol, hipertensão e diabetes são fatores de risco altamente significantes para o desenvolvimento destas doenças. Estudos recentes apontam a condição bucal, principalmente doença periodontal, como um dos principais fatores de risco às doenças cardíacas, talvez até mais importante que o fumo.

As doenças periodontais são infecções crônicas associadas com microorganismos anaeróbicos que resultam em aprofundamento patológico do sulco gengival. Inicialmente ocorre a formação da placa bacteriana que é um processo natural e ocorrerá em todas as pessoas, porém esta deve ser removida através de procedimentos simples de remoção mecânica como escovações e utilização de fio dental. Quando é ineficiente a higienização esta placa contendo uma infinidade de bactérias permanece e pode provocar o que se denomina bacteremia (que é a entrada de bactérias na corrente sanguínea). Isso ocorrerá em qualquer pequeno trauma ou injuria como uma simples escovação, mesmo que o paciente não tenha se machucado neste ato. Esse processo é normal e acontece em todo organismo algum grau de bacteremia transioria, logo vencido pelo sistema imunológico. Porém quando isso ocorre com um grande número de bacterias e pricipalmente os Streptococcus beta hemolíticos do grupo A poderá ocorrer uma colonização de valvulas cardiacas por estes microorganismos levando ao desenvolvimento de edocardite bacteriana (um processo infeccioso em valvulas cardiacas) que leva ao desenvolviemto de uma cardiopatia. Portadoras de febre reumática, prolapso de válvula mitral ou sopro cardíaco, podem necessitar de antibioticoterapia prévia a procedimentos periodontais, pois já são mais predispostos ao desenvolvimento de endocadite bacteriana. Seu dentista e seu cardiologista serão capazes de determinar se suas condições periodontais e cardíacas requerem antibiotecoterapia prévia aos procedimentos periodontais.

Nas periodontites, alguns microorganismos do biofilme dental que possuem capacidade de agregar plaquetas e se disseminar através da corrente sangüínea, podem contribuir para a formação de trombos, para a ocorrência da aterosclerose, para o aumento do risco de isquemia, para eventos tromboembólicos agudos e infarto do miocárdio.

A diabetes é outras doença que promove inflamações gengivais, desenvolvimento de doença periodontal com grandes perda óssea e mobilidade dentaria que evolui com a perda dos dentes. Quando não controlada a glicemia existe um descontrole total da doença periodontal; E o não controle da doença periodontal dificulta também o controle glicemico, sendo uma via de mão dupla onde uma doença agrava outra.

Portanto busque no seu dentista o tratamento ideal para o seu caso levando em consideração sempre sua saúde geral. E previna-se,  cuide bem de você.

* Cirurgião – Dentista; Especialista em implantes Dentários
Pós-Graduado em Cirurgia Oral; Graduando em medicina

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010